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Mostrando postagens de agosto, 2010

Alegoria da caverna

A vida que se passa é um rascunho imperfeito uma cópia barata de um mundo de defeitos Tudo é manipulado apenas ilusão O fruto da mente de um homem cheio de imaginação Quero ser livre e poder caminhar Romper as algemas e me libertar Desvendar o mundo sem restrinção Superar barreiras da escuridão Tudo é confuso sem explicação de aparência anormal mas dizem que esse é o mundo real Quero ser livre e poder caminhar Romper as algemas e me libertar Desvendar o mundo sem restrinção Superar barreiras da escuridão

Entre espinhos e flores

Pessoas frustradas, angustiadas buscam sentido em minutos de prazer vidas desestruturadas que procuram esquecer Cheirando aquele sentimento por apenas um momento não se preocupar com o que deveria ser Entre espinhos e flores jogo de cores nem tudo é o que parece Em um momento de sofrimento o choro precede uma prece Viajar o mundo em um delírio profundo encontrar alguém que se preocupe com você Nas ruas muitos morrem sem poder se defender Pois nas ruas muitos morrem sem ter o que dizer Entre espinhos e flores jogo de cores nem tudo é o que parece Em um momento de sofrimento o choro precede uma prece

Pra onde você foi

Pra onde você foi sem me falar estou aqui sentado esperando você voltar Preciso ouvir tua voz teu jeito de me chamar Ainda estou sentado esperando você voltar Tudo me lembra você e faz falta Tudo me lembra você e faz falta a sua alegria de viver E eu me pergunto o por quê de tudo isso acontecer Pra onde você foi sem se despidir nem fechou a porta depois de sair e deixou aberta essa solidão esse vazio no meu coração preciso ouvir tua voz a me chamar e me levar pra esse novo lugar Queria voltar tudo e poder aproveitar e te segurar bem forte pra não poder me deixar Pra onde você foi sem me falar estou aqui sentado esperando você voltar

Ponto final

Corpos caídos no chão pelos caminhos que muitos foram mas poucos voltaram Nesses becos escuros a consciência pesada não vê futuro, não vê nada Só a frustação estampada em uma cara mal lavada Vendo seus sonhos se transformarem em pesadelos Refém do que antes era apenas um prazer agora um desejo insaciável, intragável, medo Medo de não poder ter controlar, parar vendo a vida passar com a velocidade da chama que queima o cigarro vendo a vida passar mais rápida que um carro tenta desacelerar, mas chega um ponto que já não dá É ponto final dessa estrada Corpos caídos no chão pelo caminho que muitos foram e poucos voltaram

Foi com medo

Pensamentos incompletos sobrevoam e passam como traçantes trazendo sua imagem meio distante Esse é o sabor amargo de não te ter Mas só pensar em você Me julguei pouco me achei um louco por te querer Sua pele macia, seus olhos castanhos que realçam meu sonho e afligem esse desejo sua boca esculpida a procura de um beijo Foi com medo de te ter que perdi você Foi com medo de dizer que me apaixionei sem querer Sigo calando esse sentimento e me arrependo, me arrependo de tudo Tenho raiva de Deus e do mundo por ser assim Frágil, incompleto, inseguro quando te vejo por perto fico em cima do muro Foi com medo de sofrer que perdi a chance de ser feliz com medo de ter o que sempre quis