Ponto final

Corpos caídos no chão
pelos caminhos que muitos foram
mas poucos voltaram

Nesses becos escuros
a consciência pesada
não vê futuro, não vê nada

Só a frustação
estampada
em uma cara mal lavada

Vendo seus sonhos se transformarem
em pesadelos
Refém do que antes era apenas um prazer
agora um desejo insaciável, intragável, medo

Medo de não poder ter
controlar, parar

vendo a vida passar
com a velocidade da chama
que queima o cigarro

vendo a vida passar
mais rápida que um carro

tenta desacelerar,
mas chega um ponto
que já não dá
É ponto final dessa estrada

Corpos caídos no chão
pelo caminho que muitos foram
e poucos voltaram

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